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Le storie che presento nel mio blog, le ho fatte per le mie lezioni d'italiano (e poi di spagnolo, francese e portoghese brasiliano). Generalmente, sono più o meno vere :). Ma, per farle più interessanti, spesso esagero o le colorisco un po' :).

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giovedì 18 aprile 2019

Brasil 2019

Depois de Patagônia passei alguns dias em Viña del Mar, no Chile - fui lá sobretudo para não estar em Santiago, que já visitei em outra ocasião. Não tem muitas coisas lá, mas eu queria, em primeiro lugar, tomar um banho, em segundo lugar, lavar as minhas roupas, e, em terceiro lugar, decidir aonde ir depois. Era no final de março. Em maio eu queria ir à Bolívia. Lá, nesse mês, começa uma estação  seca. Decidi ir ao Brasil - nunca estive lá e esse país é tão grande que sempre tem lugares com tempo bom, também em abril. Os bilhetes mais econômicos eram de Santiago a São Paulo. Então fui a Santiago onde passei uma noite e no dia seguinte voei a São Paulo - o voo não durou muito - apenas 4.5 horas. Bem-vindo ao Brasil!


Cheguei a São Paulo no domingo, no dia 31 de março à tarde. Depois de me acomodar  num hostel fui visitar a cidade - fui para o centro. Lá tinha muitos mendigos e sem-teto, mas poucos turistas. Em geral tinha um mau-odor de xixi.  Em São Paulo tem a maior população japonesa fora do Japão então eu fui ao bairro japonês - a Liberdade - e comi uma comida asiática num mercado. As pessoas naquele bairro pareciam...bem...japoneses...só que bronzeados. 


No dia seguinte participei de um free walking tour no centro de São Paulo - foi organizado de maneira impecável, mas não gostei muito - um pouco chato, com muita informação não muito útil que você pode pesquisar na internet (por exemplo, horário de museus) e também recomendou demais  restaurantes afiliados. E fazia muito calor. À tarde fui à avenida Paulista - uma rua comercial principal com muitos escritórios, lojas, museus.

De São Paulo fui ao Rio de Janeiro. Decidi fazer um curso intensivo de português (a versão brasileira obviamente). Era um curso do tipo imersão - tudo em português, 5 días, com 6 horas por dia das aulas privadas, normalmente fora da escola (caminhávamos pelas ruas, visitamos a cidade, almoçamos). Todos os dias, depois das classes, a escola organizava umas actividades gratuitas, por exemplo visitamos o palácio Catete ou o bairro Niterói (com um museu famoso de Oscar Niemeyer, que todo mundo diz que lembra ovni - mesmo que a ideia original fosse uma flor). 

Morava no bairro de Copacabana - sim, sim, um bairro do Rio de Janeiro com a faixa de areia mais famosa do mundo. Mas a praia...hmm...como uma praia - nada de especial. 

No fim de semana não tinha classes - de manhã fiz um walking tour - já era depois de 3 dias do curso de português e eu obviamente preferia um tour em português, mas infelizmente só tinha alguns em inglês ou em espanhol - escolhi esse em espanhol. À tarde visitei também o Pão de Açúcar - tem belas vistas da cidade de lá.

À noite eu queria também ir a uma partida de futebol no famoso Maracanã, mas no final o meu interesse pelo futebol acabou por ser muito fraco  e eu desisti.


Eu planejava ir à Amazônia e precisava de alguns antimaláricos. Fui a uma clínica privada e pedi um remédio. A visita custou muito mas pelos menos o remédio era barato - no Brasil não era possível obter um remédio melhor, mas também muito mais caro - malarone. No lugar dele um médico me receitou um antibiótico geral. Ele me disse que eu deveria começar a tomá-lo 3 días antes de minha viagem - uma pastilha por dia - e continuar tomando 4 días depois de voltar de áreas endêmicas. Descobri na internet que este medicamento normalmente é tomado 4 semanas após uma viagem. Eu estava  preocupado então no dia seguinte voltei ao médico e o perguntei se ele tinha certeza de que apenas 4 dias eram suficientes. Ele não falava inglês muito bem e eu não queria correr o risco de conversar de saúde em português :) - talvez não nos tenhamos entendido, né? (4 semanas em vez de 4 dias ). Mas não, ele repetiu que apenas 4 dias eram suficientes.

No domingo fui com umas pessoas da escola de idiomas ao parque da Tijuca - é um parque muito perto do Rio de Janeiro com muitas cachoeiras (numa cachoeira nós tomamos banho). Infelizmente as vistas eram ruins - estava nublado e úmido. Subimos o pico da Tijuca - antes da excursão me disseram que a subida era difícil e normalmente levava aproximadamente 2 horas até o cume. A trilha acabou sendo de apenas 2.4 quilômetros, então 35 minutos e já estava no topo (as outras pessoas chegaram 20 minutos mais tarde). 

No penúltimo dia do curso fomos ver o Cristo Redentor. Na verdade, eu não planejava ir lá, mesmo se seja uma grande atração turística no Rio de Janeiro. Mas como fomos lá fazendo a aula de português, estava tudo bem - nós fomos lá de ônibus e depois de  bonde turístico. Infelizmente a professora não sabia nada sobre este monumento. Não gostei muito disso - pensava que fosse maior. Nem tinha vistas espectaculares porque estava nublado. 

À noite começou a chover...muito. No hostel eu morava no nível -1 e inundou nosso quarto. Em primeiro lugar, com um pouco de água  não fizemos nada além de colocar as nossas mochilas mais alto. Mas às 2 da noite tivemos que mudar de quarto. Choveu toda a noite e no dia seguinte também. As ruas da cidade se tornaram rios. Tinha muitos edifícios e estradas danificados e, infelizmente, também umas vítimas. Com a chuva passei o meu último dia do curso na escola. Tampouco chegou um professor de samba para nossas atividades - então em vez de uma classe de samba vimos um filme português - Carandiru - sobre uma prisão em São Paulo onde uma rebelião tomou um caminho muito sangrento.

O curso de português acabou e eu decidi fazer um pouco de trekking na Chapada Diamantina - estas são as montanhas da mesa, com muitas cachoeiras, relativamente perto de Salvador. Do Rio de Janeiro a Salvador fui de avião - a distância é grande. Visitei a cidade e, a noite seguinte peguei um ônibus noturno ao Vale do Capão através  de Palmeiras. Cheguei por volta das 8 da manhã e imediatamente comecei uma caminhada - um guia era recomendado, mas eu fui sozinho. As trilhas não eram marcadas mas com um mapa e GPS no meu telefone a navegação era bastante fácil.



No primeiro dia fui à igreja - uma pousada onde montei a minha barraca. Depois, sem a mochila, visitei Cachoeiro com uma cachoeira. No dia seguinte passei a noite em outra pousada - Prefeitura. De novo, deixei a minha mochila, e fui sem peso ao morro do castelo. Perto do topo tem uma gruta. Numas descrições e blogs li que através da gruta se ia  pra cima, mas não sabia se era essa gruta ou outra. Almocei lá e quando queria partir umas pessoas de um tour aparecem saindo da gruta (tours servem para algo também :)). Eu tinha uma lanterna. Depois de 30 metros através da caverna já vi uma luz. Em outra parte vi umas pessoas no cume com um guia e mais uma vez beneficiei me dei bem - sabia qual cima se subia e onde. Naquele dia cruzei um rio várias vezes (não muito fundo, principalmente até os joelhos). No último dia queria voltar ao Capão via Calixto (para não repetir o mesmo caminho). Mas à noite e de manhã chovia bastante forte e os rios inundaram. O proprietário de pousada me disse que em Calixto tinha muita água e não era possível cruzar o rio. Então eu segui o mesmo caminho de volta pelo qual cheguei. Antes de ir à Chapada Diamantina verifiquei as previsões do tempo, segundo elas, ia chover muito, mas também me informei que lá tem um microclima e as previsões do tempo costumam estar erradas. Em teoria em abril já era a temporada seca. Geralmente chovia, às vezes muito forte, à noite a partir das 6 da tarde.  De manhã normalmente acabava de chover e mais ou menos ao meio-dia se esclarecia.

No Capão passei a noite num acampamento e no dia seguinte fiz a trilha Capão-Lençóis (cerca de 24 quilômetros) atravessando a segunda cachoeira mais alta do Brasil - a cachoeira da Fumaça. Até a cachoeira o caminho era bem mantido (muito popular) mas depois um pouco mais espesso - eu me arranhei todo. A trilha também era difícil - acentos e descidas íngremes, cruzar rios. Estava muito quente. Felizmente enquanto isso tomei banho numa cachoeira. Já depois de escurecer, depois de 10 horas, exausto cheguei em Lençóis. Primeiro fui diretamente ao terminal de ônibus e comprei uma passagem a Salvador (na mesma noite). Depois fui a um hostel para tomar banho e, no final, jantar alguma coisa. 

Como não queria ficar em Salvador comprei uma passagem para Recife. Mas primeiro eu tinha que fazer algumas compras. Na Chapada Diamantina rasguei as minhas bermudas então fui a um shopping para comprar novas e também umas meias (já rasguei algumas na Patagônia). Cheguei a Recife pela manhã, depois de viajar 15 horas de ônibus. Fui  imediatamente a uma cidade colonial perto de lá - a Olinda. Fiquei lá 2 dias para descansar e decidir O que fazer a seguir.

Em Olinda eu estive durante a semana santa y na sexta-feira à noite tinha uma mostra de Paixão.

Pensava em ir a Lençóis Maranhenses (dunas e lagos com água de chuva), mas todo mundo recomendava visitá-los em junho ou mais tarde. Os lagos já estão cheios de água no final de Abril, mas para ter vistas espetaculares se precisa de sol e até junho o tempo está normalmente ruim (a estação chuvosa). Então decidi ir de ônibus à Amazônia, a Belém. Primeiro fui a Fortaleza. Comprei alguns remédios antimaláricos com uns problemas - eu tinha as receitas do Rio de Janeiro e acabou que eram válidos por apenas uma semana. Numa farmácia por este motivo não me queriam vendê-los (nem os tinham). Mas em outra farmácia ninguém verificou isso e eu consegui. O meu plano era ir à Belém, depois, de avião, à Manaus (um barco navega ⅚ dias e não gostaria de ficar lá por tanto tempo (chato demais). Eu queria ir de barco de Manaus a Santarém (½ días porque ia com o fluxo do rio) depois de fazer um tour pela selva. Isso tudo deu em nada. O ônibus de Fortaleza atrasou 18 horas! Em vez de um dia, ou 24 horas, demorou 42 horas! Tudo porque mais ou menos 450 quilômetros antes de Belém, no meio do nada, depois de  chuvas fortes a estrada se tornou um barro e primeiro, todo o dia, estavam liberando um caminhão. Da noite já o liberaram, mas começou chover de novo. Porém o nosso motorista, instigado pelos passageiros, tentou cruzar o fragmento inundado e... tinham que liberar o ônibus - Felizmente demoraram só 2 horas. Com o atraso tão grande eu perdi o avião a Manaus (perdi também o dinheiro porque já comprei a passagem). Bem, a mudança de planos. As passagens de avião eram bastante caras assim decidi não ir a Manaus - comprei uma rede e uma passagem de lancha a Santarém (3 noites e 2 días) - eu pude ler livros e ouvir audiolivros. Antes de sair organizei um tour pela selva com um guia local de Santarém - um muito famoso - o Gil. 



A viagem correu sem problemas - o primeiro dia estava lotado - tinha muitas pessoas, mas depois se desocupou.

Em Santarém encontrei o Gil no porto e nós fomos a Alter do Chão onde, durante a temporada seca tem uma praia. Mas naquela época estava totalmente inundada (generalmente não tem nem  temporada seca nem úmida - chove todo o ano mais ou menos - se diz que tem temporadas de alta ou baixa água - isso corresponde ao nível da água no rio Amazônia). 

Eu planejava começar o tour no mesmo dia em que cheguei, porque era bastante cedo - eram as 10 horas da manhã. Mas o Gil sugeriu, e eu concordei, descansar um dia em Alter do Chão. Ele também era um ávido windsurfista e ele ficou satisfeito quando descobriu que eu também. Eu até pratiquei windsurf por alguns minutos, mas o vento não era forte suficiente e, além disso, o equipamento de Gil era muito velho e pesado.

No dia seguinte o Gil, o seu primo e eu começamos o tour - primeiro fomos a uma cidade fundada por Henry Ford - Bellaterra. Depois fomos ao parque Tapioca - a terra lá pertencia uma vez à família do Gil. Ele tinha muitas histórias e informações interessantes sobre a selva, os animais e a família dele, as vezes com elementos criminais (conversamos em português - não entendia tudo, mas até que muito, mais ou menos 70%). Por exemplo alguém roubou ouro e fugiu a Colômbia, alguém foi sequestrado,  ou a ex-namorada do Gil se tornou uma estrela pornô etc.

Para garantir que veríamos uns urubus Gil trouxe uma carne podre e a deixou na floresta (dava um odor muito mau). Esperando aos urubus fizemos umas caminhadas curtas - visitamos a terra de sua família (muitas seringueiras - o resultado do boom da borracha) e depois a mata primária (ele me explicou que a mata secundária, muito mais comum, era mais baixa e muito mais densa). 

Voltamos ao lugar com a carne podre e não podia ser diferente - tinha urubus. À tarde fomos a uma base científica com uma torre alta. De lá vimos o arco-íris completo. Gil me disse que nunca viu uma coisa tão linda. Passamos a noite na floresta, em redes. À noite e de manhã choveu fortemente - era a floresta tropical, né - precisa chover.

De manhã voltamos a Santarém para alugar uma lancha rápida. Da margem do rio vi uns golfinhos cor de rosa. Visitamos as planícies de inundação. Eu gostei muito mais deles do que da mata - vi muito mais animais (macacos, preguiças,  urubus, águias, outros pássaros, e uma cobra jiboia). Fazia muito calor. À noite retornamos a Alter do Chão. À uma hora fui de avião a São Paulo via Brasília e depois voltei pra Argentina.

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